Vidro no Alumínio

22.03.2008

Em qualquer obre raramente o vidro e o alumínio estão separados com a visão de quem conhece muito bem os dois produtos, o engenheiro Nelson Firmino também faz uma ligação entre eles no seu dia-a-dia. Atuando há 50 anos na construção civil, 18 deles com a empresa Aluparts Consultoria e Engenharia, o engenheiro já participou de projetos importantes tais como os edifícios Iguatemi Corporate, de Porto Alegre, e os de São Paulo: Quartzo São Paulo, Quadra Hungria, Mandarim, Comercial Villa Lobos, Sesc Pinheiros, Além dos prédios do Fórum Trabalhista TRT e a famosa Ponte Estaiada. Fora do Brasil, se destacam as obras do Sheraton Hotel em Buenos Aires, o Edifício Aquarela de Punta Del Este, e o conjunto de edifícios Aquaville em Angola.

A Aluparts Engenharia oferece consultoria de esquadrilhas, fachadas, coberturas e revestimentos em alumínio, e realiza palestras para arquitetos, construtoras e profissionais do setor. Além da consultoria, são realizados serviços de manutenção, vedação, troca de alumínio e vidro, e desenvolvimento de projetos, Por conta da sua expertise é ele quem enriquece esta edição, abordando a união desses materiais.


● Como você vê a evolição do alumínio derante esses anos?

Nelson:
Na década de 1960, nossos caixilhos eram de ferro, e o alumínio era conhecido apenas como utilização em utensílios domésticos. Hoje, o alumínio é o principal produto aplicado na construção civil, com uma produção de 80 mil toneladas n ano, segundo a Associação Brasileira de Alumínio.
Os benefícios são muitos em relação ao ferro anteriormente utilizado, e principalmente no que se refere á resistência a corrosão.  É o único dos metais que, quando exposto ao ambiente, cria uma proteção natural que impede que ele se deteriore.
Para a aplicação na arquitetura, o alumínio pode receber anodização, pintura e imersão em banhos de sais metálicos, que vão conservar e melhorar a resistência do produto, dessa forma, atinge-se uma resistência ilimitada, podendo ser exposto em ambientes industriais e perto de regiões litorâneas.

● Qual é a última moda em alumínio?

Nelson:
A novidade mais recente é a anodização cor inox, que dá um acabamento bastante decorativo. O acabamento para o alumínio teve uma evolução grande na anodização e na pintura eletrostática, conseguindo atingir diferentes tonalidades que harmonizam com o projeto.

● Quando você começou a dividir a atenção do alumínio com o vidro?

Nelson:
Para nós, engenheiros na época em que eu trabalhava nas multinacionais, não existia nada melhor que o alumínio, mais , depois que deixei de ser funcionário e passei a ser consultor em 1990, percebi que precisava conhecer outros produtos, e foi ai que veio o encantamento pelo vidro.

● O que o vidro e o alumínio tem em comum?

Nelson:
Eles possuem propriedades físicas semelhantes, durabilidade, elasticidade e peso próximos um ao outro, se deformam de maneira igual. Há uma sintonia de comportamento entre os dois produtos. É um casamento perfeito, são materiais que se completem.
O vidro também passou por grande desenvolvimento, com cores e formatos diferenciados, com conforto acústico e térmico.

As empresas que puderem apresentar melhor serviço e qualidade sempre terão a preferência do mercado.


É impressionante a capacidade decorativa e funcional deste produto.

● Em que o vidro chama a sua atenção?

Nelson:
O Vidro passou a oferecer a elegância e conforto. Nós, consultores, continuamos estudando para entender a complexidade que este produto representa. O vidro é um desafio constante para arquitetos, engenheiros e consultores. Por mais que exista consultoria de excelentes profissionais e estudos prévios, somos surpreendidos com o resultado da aplicação do produto.

● Quer Dizer que vidro é imprevisível?

Nelson:
É preciso fazer amostras praticas e teste de laboratório e comparativos para entender o que realmente ira acontecer no resultado final e se atingira o objetivo desejado do projeto. O vidro é surpreendente, mais se não houver estudos, ele pode ter rupturas e dar um grande prejuízo em todo o investimento do projeto. Por isso, o cuidado com a instalação é fundamental. Um acidente pode ser muito oneroso e complexo.

● como aumentar o consumo de vidro diante da atual situação econômico-financeira?

Nelson:
Empreendimentos precisam de financiamentos, e, com a falta de credito, pode haver um desaquecimento no setor. Porem acredito na capacidade das empresas em se ajustar a varias situações. Acredito que elas vão facilmente se ajustar à nova realidade porque os brasileiros já sofreram muito com outros momentos ruins da economia. Brasileiros são criativos.

●E o que dizer para vidraceiros?

Nelson: É preciso trabalhar buscando sempre o melhor custo-beneficio. As empresas que puderem apresentar melhor serviço melhor qualidade sempre terão a preferencia do mercado. Excelente preço deixou de ser a coisa mais importante, temos de aproveitar essa crise para sermos melhores. Não podemos pensar que estamos vendendo commodity, estamos vendendo solução, e devemos priorizar para os nossos clientes as melhores soluções para a construção civil.

Retirado de:

http://www.revistaovidraceiro.com.br/edicoes.asp

Data de Publicação:

26/09/2013 ás 10:59

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