Vida nova para os mais velhos

03.08.2012

“Retrofit” em fachadas é excelente opção para renovar construções antigas e agregar valor a elas.

Em 1929, o imigrante e empresário italiano Giuseppe Martinelli inaugurou, no centro de São Paulo, o primeiro arranha-céu da américa Latina, o Edificio Martinelli. A emblemática construção, assinada pelo arquiteto húngaro William Fillinge, foi um marco para a prospera capital paulista. A partir de então, a cidade passou a abrigar, assim como outras grandes metrópoles do Brasil e do Mundo, diversos prédios.

Após mais de oitenta anos, muita coisa mudou na engenharia, arquitetura e nas cidades como um todo. O vidro, por exemplo, passou a ser usado com maior frequência nas edificações brasileiras a partir da década de 1940. Hoje, o material já exerce função estrutural em fachadas e tem papel fundamental em diversas edificações modernas, oferecendo segurança, qualidade de vida e economia de energia, além de outros benefícios.

Com toda essa modernidade uma questão é levantada: o que fazer com as edificações mais anti-gas, muitas com os hoje indesejáveis brases-soleil e vidros monolíticos de pouca espessura montados em esquadrias ultrapassadas? Para esse tipo de situação, o mercado oferece o trabalho de retrofit em fachadas. Luiz Aparecido Barbosa, coordenador de Mercado da Cebrace, define o retrofit como um tipo de manutenção que revitaliza e/ou moderniza edifícios antigos. “Ele é indicado para edificações consideradas ultrapassadas ou fora de norma. Com isso, pode-se aumentar útil e a valorização, aplicando modernas tecnologias e materiais de qualidade avançada.”

A prática do retrofit não só em fachada, mas em edificações como um todo – inclusive em residências – está se tornando cada vez mais popular. “O mercado é enorme: nas zonas de grande concentração de prédios, há um campo de trabalho imenso”, diz o engenheiro Ricardo Macedo, da Hedron Engenharia, empresa que executa algumas obras do tipo. “No Brasil, a preservação de edifícios antigos tem sido mais valorizada nas últimas décadas. Os centros urbanos que tiveram forte expansão nas décadas de 1970, 1980 e 1990 agora entrando no momento de renovação”, faz notar o arquiteto Fernando Simões, gerente de Produtos da Guardian.

Diferentes tipos de intervenção

É difícil listar as diversas maneiras de se fazer o retrofit em uma fachada. “Não há uma receita de bolo. O projeto de retrofit é tailor made, feito sob medida, e de acordo com as características do empreendimento”, diz Lucas Oliveira, gerente de Marketing  e Comunicação da AGC Vidros do Brasil. “Quando a fachada está muito deteriorada, convém fazer a sua substituição por inteiro, mais nem sempre o incorporador tem essa disposição. Então, é possível fazer a revisão dos componentes”, explica o engenheiro Nelson Firmino, consultor de Fachadas e diretor da Aluparts.

Para facilitar a compreensão sobre os meios de se fazer o retrofit, Barbosa, da Cebrace, cita quatro tipos mais usuais: recuperação, rearranjo, reforma e renovação (saiba mais no quadro da pág. 38).

Na prática

O modo de trabalho de algumas empresas, incluindo os cases relatados nesta matéria, confirma os tipos de intervenção citados por Barbosa. A paulistana Kiir desenvolveu o Sistema Retrofit, que se enquadra na recuperação e rearranjo. O sistema reveste com perfis de alumínio toda a caixilharia antiga dos edifícios de forma rápida e com 65% de economia se comparada as outras obras. A ancoragem desses perfis é feita com presilhas de nylon fixadas com parafusos de aço inoxidável e o processo ainda inclui a troca das vedações e substitui quadros de janelas maxim-ar e todos os seus componentes. “Quando uma fachada tem mais de quinze anos, a esquadria se desgasta e fica com aspecto antigo. Além disso começa a haver infiltração de ar e agua. O nosso sistema resolve esses problemas”, explica Amilcar Crosera diretor da Kiir.

Outros métodos também são utilizados. “Normalmente retiramos a fachada antiga e inserimos o vidro de maneira pratica e rápida, evitando assim que o ambiente fique aberto por muito tempo”, relata Mauricio Margaritelli, diretor da paulista T2G | Technical Glass Group. De mode geral em casos de reforma e renovação, costuma-se proceder da seguinte forma: as esquadrias, vidros e demais componentes da fachada antiga são removidos gradualmente e logo são substituídos pela estrutura nova, que pode ser composta de novas esquadrias e vidros ou ter um aspecto mais moderno (cortina de vidro e fachada do tipo unitizada dentre outras).

Vidros e silicones

Quanto ao tipo de vidro mais usado pelo edifícios que passam por retrofit, não há dúvidas. “O uso de vidros de eficiência energética é indispensável por questões estéticas, de conforto e de economia de energia”,

Explica Simoes de Guardian, Antigamente, Recordam os profissionais do setor, eram instalados nas edificações vidros transparentes, fumes e bronzes, todos monolíticos e de pouca espessura.

Sobre os silicones para a colagem e vedação de fachadas, os instaladores tem á disposição diversos produtos, cada um sua finalidade, não importante se é um prédio novo ou retrofit. Quando se trata da segunda opção, alguns instaladores utilizam o Dow Corning 123 Vedação de Silicone. “É uma vedação de silicone pré-formada e curada que possui alta elasticidade. Pode ser usada em retrofits em que a vedação existente está danificada -  em vez de retirar o selante antigo e aplicar outro produto é colocado por cima da junta atual”, descreve Gislene Attilio, do setor de Marketing da Down Corning, fabricante de silicones.

Já em residências, onde já há demanda para retrofits, o mais comum, segundo Gislene, é a remoção do selante perimetral ao redor das esquadrias, visto que normalmente o material esta degradado e ocasiona infiltração de ar e água. “Substitui-se esse tipo de vedação por uma estanque e duradoura, utilizando o selante de silicone ou a vedação de silicone pré-formado”.

Vários benefícios

Se você ainda não se convenceu das vantagem do retrofit em edificações, atenção! De acordo com Amilcar Crosera, da Kiir, independente da intervenção que se faça, o retrofit costuma gerar por volta de 12% a mais da valorização ao imóvel. Barbosa, da Cebrace, vai além e diz que a valorização ao imóvel de mais de quarenta anos pode ser de 15% a 10%.

Outros pontos interessantes: o retrofit em fahcadas melhora a aparência, e ediciencia termoacustica, o conforto e a segurança da edificação. Sem contar que o terreno, as vezes locado em uma zona de fácil acesso e valorizada, não é permitido. Além disso, em praticamente todos os casos, a obra pode ser executada com edificação em pleno funcionamento, ou seja, sem necessidade de remoção de pessoas.

Diante de todas as vantagens cabe aos proproetários aproveitar, pois o retrofit é a oportunidade de dar vida nova ás edificações. Afinal, como disse o engenheiro e consultor de fachadas Nelson Firmino,"da mesma forma que nós, os edificios envelhecem. Mas, no caso deles, há solução".

Os Tipos mais comuns de 'retrofit'

Recuperação - Indicada quando a fachada apresenta elementos com defeito. Alguns ajustes são suficientes para manter o que foi originalmente utilizado.

Rearranjo - Essa intervenção, além de recuperar a fachada, substitui alguns materiais por outros diferentes, alterando parcialmente o visual externo;

Reforma - Os elementos originais da fachada são trocados. Substituem-se, por exemplo, vidros antigos por novos de maior valor agregado e pedras por Aluminium Composite Material (ACM);

Renovação - Muda-se completamente o aspecto visual da fachada e elevam-se consideravelmente os beneficios dela aos usuários e ao meio ambiente.




Retirado de:

http://www.magtab.com/leitor/136/edicao/1068

Data de Publicação:

02/10/2013 ás 10:20

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